O erro nos tira da zona de conforto

Ouvindo uma palestra do Leandro Karnal no Youtube pensei sobre esta colocação que ele fez: o erro nos tira da zona de conforto. Concorda?

 

Quem nunca se viu ou sentiu na zona de conforto? Ela geralmente chega de mansinho, sorrateira e vai nos fazendo acreditar que tudo está bem. Quando percebemos já é tarde. A preguiça se instalou. O medo se instalou. A falsa sensação de confiança também se instalou. O pensamento de curto já se instalou e assim por diante.

O curioso disso tudo é que fazemos o máximo para ter uma vida confortável e quando alcançamos ela se apresenta como a famigerada “zona de conforto”. E por ser tão perigosa é amplamente rechaçada, discriminada e temida.

O fato é que a vida é feita de ciclos. Quando entendemos isso podemos analisar melhor nossa postura diante do que nos leva e nos tira da zona de conforto. Até mesmo quanto a tal zona de conforto é importante e aceitável. Podemos pensar que ela é um descanso após longos períodos de batalhas. Como um prêmio que conquistamos após muito esforço. Isso não muda tudo? Afinal, a zona de conforto não é tão vilã assim! Ou é?

O erro nos tira da zona de conforto

Este dilema pode ser enlouquecedor. Por isso reforço a importância de termos clareza sobre nossos objetivos na vida. Eles são o termômetro do quanto a zona de conforto pode ser boa ou ruim em determinadas situações e padrões de vida. Aquilo que para mim é incômodo pode não ser para outros. Na Programação Neurolinguística (PNL) há um pressuposto que acho fantástico: mapa não é território. Isso quer dizer em outras palavras que aquilo que faz sentido para mim não é igual ao que os outros pensam ou fazem. Que cada um interpreta as coisas de modo diferente e considerado certo para cada um.

Portanto, o que é zona de conforto para mim pode ser totalmente diferente para você. Aquilo que me incomoda pode não afetar você. Entender isso é libertador e nos aproxima de nossos objetivos. Nos torna mais autônomos, menos dependentes dos objetivos dos outros.

O detalhe disso tudo é que vivemos em uma sociedade e assim convivemos com outras pessoas, formando famílias, empresas, comunidades, etc. Se pensarmos exclusivamente em nossos objetivos, e o quanto eles nos deixam ou tiram de nossa zona de conforto, acabaremos isolados e até adoecidos, afinal o ser humano é um ser social.

Então como equilibrar tudo isso?

Lembra do que escrevi a pouco sobre a vida ser feita de ciclos? De tempos em tempos analise sua vida. Observe seus objetivos. Refaça-os se necessário. Critique-se quanto ao cumprimento deles. Exercite o autoconhecimento estudando sobre técnicas específicas para isso. Busque ajuda externa (psicoterapeuta, coach, mentor, etc.). Estude mais. Invista em você!

Para concluir deixo um relato de como tenho lidado com a zona de conforto em uma área específica de minha vida. Muitos sabem que amo trabalhar como professor universitário. Descobri esta vocação desde cedo, quando em algumas brincadeiras de infância eu era o professor e meus amigos os alunos. Passei a levar a sério quando fiz algumas palestras em faculdades pelo Brasil e posteriormente fui contratado em regime CLT por uma faculdade na cidade de Osasco, na grande São Paulo.

Lecionar efetivamente em uma faculdade foi a realização de um projeto de vida profissional que abracei com muito carinho e dedicação. Amava o que fazia. Tinha plena convicção que nasci para aquilo. Fui muito feliz durante algum tempo. O tempo necessário para perceber que já estava me acomodando. Cometi alguns erros que me fizeram perceber que já estava entrando na zona de conforto. Admiti-los para mim mesmo foi um grande desafio. Minha saída foi providencial.

Passei alguns anos sem vínculo empregatício em outra instituição de ensino superior, realizando minhas atividades de treinamento, consultoria e palestras, até que surgiu nova oportunidade para lecionar em regime CLT. O brilho nos olhos voltou e pensei: não cometerei os mesmos erros que me levaram à zona de conforto anterior.

Realmente não cometi os mesmos erros, mas outros, como qualquer ser humano está sujeito a cometer. Porém, o termômetro mais uma vez foi perceber quanto nesta jornada estava me distanciando de alguns objetivos importantes. À medida que me distanciava destes objetivos, mais entrava na zona de conforto. Não foi fácil ou simples perceber. Mesmo com a experiência anterior e de vida.

Assim, concluo que somos eternos aprendizes. Quando estamos dispostos a identificar nossos erros e procurar corrigi-los, mesmo sabendo que poderemos cometer outros futuramente, temos a oportunidade de transitarmos muito bem na tal zona de conforto e nos tornarmos pessoas melhores. Vamos?

 

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Palestrante Rogerio Martins
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